Jogando sem placar
Há times bem armados no papel que perdem jogo depois de jogo, mesmo jogando bem. Sabem tudo sobre posse de bola e quase nada sobre o que acontece no corpo dos jogadores entre um treino e outro. Carga, sono, recuperação: ninguém mede. O time acha que está treinando. Está, na verdade, acumulando cansaço e chamando de talento o que é treino mal dosado.
Há times bem armados no papel que perdem jogo depois de jogo, mesmo jogando bem. Sabem tudo sobre posse de bola e quase nada sobre o que acontece no corpo dos jogadores entre um treino e outro. Carga, sono, recuperação: ninguém mede. O time acha que está treinando. Está, na verdade, acumulando cansaço e chamando de talento o que é treino mal dosado.
É o retrato de qualquer equipe de alto rendimento antes de profissionalizar a métrica, futebol, remo ou ciclismo, tanto faz, não a história de um clube só. O esporte de elite hoje mede o que antes só se sentia: GPS a cada sprint, sono registrado, carga de treino comparada semana a semana. O olho clínico continua importando. O que mudou é que, sozinho, ele erra a direção que ninguém vê chegar.
Na empresa, o equivalente é decidir sem indicador. Decisões importantes que continuam dependendo demais da intuição de quem está na sala. O sintoma não é decidir errado uma vez. É decidir bem por tempo suficiente para achar que aquilo é método, até o dia em que o mercado muda e ninguém percebe o sinal, porque não havia sinal para perceber, só a sensação de estar bem, que é exatamente a mesma sensação de quem treina demais e ainda não sentiu a lesão.
O padrão que sustenta o hábito
Nas empresas que acompanhamos, esse ponto cego tem um desenho conhecido: quem decide de cabeça costuma acertar bastante, no começo. É por isso que o hábito se instala. O problema aparece depois, quando a empresa cresce, cada decisão passa a carregar mais gente e mais dinheiro atrás dela, e o mesmo instinto que funcionava com dez pessoas na sala já não enxerga o que virou ruído.
O que fazer nesta semana
Pegue as últimas cinco decisões importantes que você tomou. Ao lado de cada uma, escreva um número: qual dado você olhou antes de decidir. Se a resposta for nenhum em três ou mais das cinco, você não está jogando mal. Está jogando sem placar, e uma equipe que joga sem placar só sabe se ganhou quando o apito já tocou.
O ponto é ter os poucos números certos, olhados no ritmo certo, por quem decide de verdade. É o mesmo raciocínio que abre o CADENCE by Prumo: nos primeiros noventa dias, a empresa escolhe os poucos números que vai olhar, e quem olha cada um.
Quanto maior a empresa fica, mais caro sai descobrir o placar depois do apito.
Esporte, liderança e as transições que decidem uma carreira.
Custeio e margem por produto, por contrato e por causa, para quem cresceu sem saber onde ganha.
Começa pela fase Fundação: em 90 dias a empresa passa a ter cinco números em que confia.
CADENCE by Prumo →A mensagem já vai escrita, citando este artigo. Fala direto com Wagner.
Publicado toda segunda-feira pela Prumo Partners · Guilherme Saboia e Wagner Freitas

