O ritmo que a empresa herdou, não escolheu
Toda empresa tem uma cadência de reunião que ninguém decidiu com clareza. Ela veio de algum lugar: do primeiro emprego de quem fundou a empresa, de uma fase em que a operação era menor, de um hábito que ficou de uma consultoria antiga. Reunião toda segunda, às oito, porque sempre foi assim.
Em toda empresa que visitamos, existe uma cadência de reunião que ninguém decidiu com essa clareza. Ela veio de algum lugar: do primeiro emprego de quem fundou a empresa, de uma fase em que a operação era menor, de uma consultoria que passou por ali há dez anos e deixou o hábito. Reunião de resultado toda segunda, às oito, porque sempre foi assim, embora ninguém mais lembre o motivo do dia e do horário.
Isso não seria problema se o ritmo ainda coubesse no tamanho da empresa. O problema aparece quando a empresa dobra, triplica, ganha uma unidade nova, e a cadência continua a mesma de quando cabia numa sala só. Reunião semanal que fazia sentido com dez pessoas discutindo tudo junto vira reunião semanal com quarenta pessoas ouvindo passivamente, porque ninguém parou para perguntar se o ritmo ainda serve.
O eixo que quase ninguém revisita
Na régua da casa, ritmo é um dos cinco eixos que olhamos em toda reunião de resultado, ao lado de rumo, pessoas, números e questões. É também o mais esquecido, porque revisitar rumo ou número parece trabalho sério, e revisitar ritmo parece só logística: muda o dia, muda a hora, ninguém questiona o motivo de existir.
O custo aparece devagar: reunião grande demais, com gente que só ouve quando deveria decidir, ou reunião miúda demais para o tamanho da decisão que ela carrega. Vemos isso com frequência quando uma empresa cresce por aquisição ou abre uma segunda unidade: a área nova tenta impor o ritmo dela, a antiga defende o que já funcionava, e o calendário de reuniões vira uma colcha de retalhos que ninguém desenhou, só foi empilhando.
O que fazer nesta semana
Escolha uma reunião recorrente da sua empresa e pergunte a quem participa, sem avisar antes: "por que ela acontece nesse dia, nesse horário, com essa frequência?". Se a resposta for "sempre foi assim", você achou um ritmo herdado, não escolhido.
É a pergunta que o CADENCE by Prumo faz no eixo Ritmo a cada ciclo: essa cadência ainda serve ao tamanho da empresa de hoje, ou serve ao tamanho de quando ela nasceu?
Se fizer sentido, mande para um de nós a reunião recorrente de que você menos lembra o motivo original. Devolvemos, por escrito, uma leitura curta: o ritmo dela ainda faz sentido?
Os números vitais e o ritual que os sustenta.
Um romance sobre poder, método e o direito de ser dispensável.
Começa pela fase Fundação: em 90 dias a empresa passa a ter cinco números em que confia.
CADENCE by Prumo →A mensagem já vai escrita, citando este artigo. Fala direto com Wagner.
Publicado toda terça-feira pela Prumo Partners · Guilherme Saboia e Wagner Freitas

