
A Têmpera
Um romance sobre poder, método e o direito de ser dispensável.
Uma metalmecânica de Joinville funciona quarenta dias sem o fundador, e a família Engelke começa a aprender a decidir sem esperar por ele.
A imagem que sustenta o livro
O livro abre com uma imagem de forja: “Todo aço que resiste à pressão já foi, em algum momento, aquecido até o limite por alguém que sabia a hora exata de resfriar.” A Têmpera conta essa hora numa empresa familiar, o momento em que o dono precisa deixar os outros decidirem.
A história
Arno Engelke tem um derrame no chão da fábrica, no meio de uma frase sobre aço, e fica quarenta dias fora. A Engelke Metalmecânica, com trezentos e quarenta funcionários em Joinville, segue rodando. Na volta, Arno pede a lista das decisões adiadas, e numa das linhas, escrita pela filha Cecília, está o nome do tio Ivan. O pai pede que ela tire a linha. Pela primeira vez, diante de outras pessoas, Cecília diz não.
Em novembro chega Ruth Sartori, consultora gaúcha, com uma pergunta simples: “Seu Arno, me explica como o senhor decide.” Às cinco e meia da tarde, ela avisa a família: “A pergunta é se vocês aguentam o que o sistema vai mostrar.”
O que o romance faz de melhor
Põe em cena gente que o leitor reconhece logo: o irmão querido sentado num assento que não é o dele, o diretor financeiro leal ao fundador, a matriarca que não tem cargo, o almoço de domingo. Cada capítulo traz a cena, “O que a pesquisa diz”, com autor e obra nomeados, e “O instrumento”, com o que fazer na segunda-feira de manhã.
Para quem é
Para o fundador que já se perguntou o que aconteceria se ficasse quarenta dias longe. Para os filhos que esperam a vez de decidir. E para o conselheiro que senta à mesa da família e precisa de palavras para a conversa que ela vem adiando.
Veredito
Um romance para ler pela história e consultar pelo método, com manual de campo, glossário, bibliografia comentada e Guia de Reflexão no fim. A pergunta que fica é a da Nota ao leitor, e ela é sua: “por que a sua empresa não decide nada quando você não está?”
E se a Engelke lembrar a sua própria mesa, a Prumo terá prazer em conversar.
Este livro tocou em algo da sua empresa?
Conte em que ponto a sua empresa está. Começamos por uma conversa.
