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A Empresa Que As Pessoas Veem

O que o clima mede? E por que a gestão é a última a saber?

Guilherme Saboia e Wagner Freitas·Prumo Partners Edições

A distância entre o que a direção declara e o que as pessoas veem se mede, por grupo e com quem responde protegido, e o livro mostra o que fazer com o que aparece.

A pergunta do livro

O pedido de demissão chega numa terça-feira, por e-mail, em três linhas. Quem assina é a melhor coordenadora da empresa, e o dono pergunta: “Por que ninguém me avisou?” A equipe sabia havia meses. Só não sabia quem assinava o contracheque de todos. Os autores pegam a pergunta do Preparo, que costuma ser feita sobre o sucessor, e a fazem sobre a empresa inteira: ela prepara gente ou perde gente, e a direção sabe qual das duas coisas acontece? “Quase sempre a resposta honesta é: a direção sabe por último.”

O que o livro propõe

Três empresas compostas atravessam os sete capítulos. Cláudio, segunda geração de uma metalúrgica, repete em toda entrevista de contratação: “Aqui somos uma família.” Na pesquisa, menos da metade das pessoas vê alinhamento entre o discurso e a prática da liderança. Na agroindústria de Luciana, o turno da noite deu o sinal em março, e os atestados começaram em junho. No escritório de Sérgio, a pesquisa antiga deu sete vírgula oito porque o link pedia o e-mail de quem respondia. O instrumento que lê as três é o Prumo Human Index (PHI by Prumo): nove pilares, oito afirmações em cada um, o índice e a favorabilidade lidos sempre por grupo. O livro passa pelo anonimato construído no sistema, pelo mapa que mostra quem lidera cada área, pela NR-01 sem susto e pelo plano de noventa dias, com responsável e data para cada ação.

O que o livro faz de melhor

Põe o leitor dentro da fábrica. Luciana vai ao turno da noite às dez, assina o livro da portaria como visita e acha o papel do canal de apoio atrás da máquina de café. O supervisor do turno resume o capítulo: “Eu achei que segurar era o meu trabalho.” A conversa de Zoraida com Nivaldo, o melhor mecânico da casa, promovido a gerente sem preparo, dura quarenta minutos, com as duas cadeiras do mesmo lado da mesa. E o livro declara o que o instrumento não faz: não avalia pessoas e não substitui o programa de riscos da empresa. “Dizer os limites é parte do desenho.”

Para quem é

Para quem dirige uma empresa de cinquenta a quinhentas pessoas e desconfia de que “há coisas ali dentro que só chegam à sua mesa depois de virarem problema”. Para quem cuida de gente e para o gestor de área que recebeu o livro aberto no capítulo 4. Na Jornada do Legado, o livro fica na etapa 5 · Preparo, a de quem assume, com a pergunta Quem assume, e está pronto?

Veredito

Um livro para ler antes de medir e reler quando o relatório chegar. O Apêndice descreve o PHI só no que ele tem hoje, e a Conclusão devolve a decisão a quem dirige: “ler o que elas já sabem, ou continuar sendo a última.”

E se o e-mail de três linhas da coordenadora lembrar um pedido de demissão que pegou você de surpresa, a Prumo terá prazer em conversar.

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