
A Estratégia Correta Que Sobrevive
Por que a direção certa se perde entre a sala e a operação?
O método de estratégia da casa em quatro fases, com o confronto no centro: cada rota é atacada de propósito antes de a empresa apostar nela, e só o que fica de pé desce a metas por área.
A pergunta do livro
Numa sexta-feira de novembro, as folhas de flipchart estão presas com fita crepe na parede de um hotel, e alguém fotografa tudo antes de a camareira recolher o papel. Em março, a foto está numa pasta que ninguém abre. Em setembro, o orçamento do ano seguinte repete o anterior, com dez por cento a mais em cada linha. Fica a pergunta: “Por que a direção que decidimos com tanto cuidado na sala se perde antes de chegar à operação?” A resposta cabe numa frase: “a boa estratégia não se escolhe; ela sobrevive.”
O que o livro propõe
A Empresa Exemplo, fabricante familiar de refrigeração comercial, aprova em janeiro, por unanimidade, crescer nas três linhas. Em setembro, só doze de quarenta e dois gestores citam ao menos duas das três prioridades do ano. O método tem quatro fases, Conectar, Criar, Confrontar e Concretizar, e o centro é o confronto: de duas a quatro rotas, com as premissas escritas, são atacadas pelos números, pelo mercado e por quem vai executar, e só o que fica de pé desce a metas por área. Entre uma fase e outra há um gate, que pode mandar seguir, refazer, pausar ou encerrar. No fim, o livro propõe métricas de sobrevivência e examina a própria tese.
O que o livro faz de melhor
Mostra a rota morrer com os números à vista. Lígia, a diretora financeira, refaz a planilha de madrugada e descobre que a linha fundadora, a dos balcões sob medida, perde um milhão cento e setenta mil por ano quando entram a engenharia dedicada e o custo do capital: “A linha de balcões não pagava a engenharia.” Evandro, que construiu a linha, escreve com o crachá vermelho nove das trinta e uma razões de fracasso, e o gate decide o destino das noventa e cinco pessoas da linha antes do anúncio. O COURSE by Prumo, a bandeira de estratégia da casa, aparece com a fronteira dita: ritmo semanal e decisões de capital ficam fora dele. E o livro admite: “Nenhum método faz alguém dizer em voz alta que a linha fundadora da empresa destrói valor.”
Para quem é
Para o dono e o diretor da empresa média, familiar ou não, em que a decisão passa por poucas pessoas e precisa descer até o chão de muitas, e para o conselheiro que queira o tema tratado com a literatura na mão. Na Jornada do Legado, o livro parte da etapa 2 · Diagnóstico, a da pergunta Onde estamos, de verdade?, atravessa a 3 e chega à etapa 4 · Estrutura, a da pergunta Quais são as regras daqui em diante?
Veredito
Um livro técnico, para ler antes do próximo planejamento. Não promete que a estratégia dará certo. No fim, devolve a pergunta ao leitor: “A estratégia que a sua empresa segue hoje, quem tentou derrubá-la?”
E se a foto do flipchart na pasta que ninguém abre lembrar o último planejamento da sua empresa, a Prumo terá prazer em conversar.
Este livro tocou em algo da sua empresa?
Conte em que ponto a sua empresa está. Começamos por uma conversa.
