
A Vinha
Uma fábula sobre herança, raízes e o direito de florescer diferente.
Na serra, o velho Bento vê os dois filhos discutirem o futuro de uma vinha de oitenta anos, e seu Anselmo, que trabalhou ali a vida inteira, ensina os dois a enxertar.
A imagem que sustenta o livro
O livro abre com uma imagem de vinhedo: “Toda videira que resiste ao tempo já foi, em algum ano esquecido, cortada por alguém que sabia o que estava fazendo.” A Vinha conta esse corte numa família da colônia, o enxerto que une a raiz antiga a uma muda nova para que a próxima geração floresça do seu jeito.
A história
Bento tem oitenta e um anos e uma vinha de oitenta em Raiz Alta, e o avô dele atravessou o oceano com as primeiras mudas. Tem dois filhos. Alma se formou em Viticultura e Enologia em Bento Gonçalves, voltou para casa e cuida dos talhões do jeito que recebeu: “Aqui a gente faz do jeito que sempre se fez.” Nico, o caçula, fez o MBA em Santiago, ficou dez anos nas vinícolas do Chile e volta com pressa de arrancar metade das cepas velhas.
Numa noite de agosto, a geada queima boa parte do Talhão da Avó. Os dois discutem diante do pai por quase uma hora, e Bento pede que chamem seu Anselmo, que entrou para trabalhar em Raiz Alta ainda menino. O velho passa o polegar no tronco de uma cepa queimada e propõe o caminho que nenhum dos dois tinha pensado: “A gente enxerta.”
O que a fábula faz de melhor
Põe na mesa uma família que o leitor reconhece: a filha que guarda a tradição, o filho que volta com pressa de provar alguma coisa, o pai que sente o corpo avisar e ainda não disse nada em voz alta, a vizinhança que comenta na missa quem vai assumir. E dá a palavra mais sábia a seu Anselmo, cujo lugar “era a porteira, no fim da tarde”. A serra entra inteira, com o talian dentro de casa, a Festa da Uva e o caderno das safras, que passa de geração em geração. A Segunda Parte leva a família anos adiante, a uma encosta nova e às perguntas que o crescimento traz.
Para quem é
Para quem dirige uma empresa fundada pelo pai, pela mãe ou pelo avô, e para quem um dia vai entregar a que fundou. Para a filha que ficou e para o filho que foi embora e voltou.
Veredito
Uma fábula para ler numa tarde e revisitar a cada geração, de preferência em voz alta e com quem vai herdar alguma coisa de você. No fim vêm o Guia de Reflexão, os Ditos do Vinhedo e um glossário. E a Nota ao leitor diz o que o livro veio fazer: “Existe uma pergunta que toda família empresária evita fazer cedo demais, e que este livro tenta fazer por ela.”
E se a vinha de Bento lembrar a sua própria casa, a Prumo terá prazer em conversar.
Este livro tocou em algo da sua empresa?
Conte em que ponto a sua empresa está. Começamos por uma conversa.
