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Capa de Ninguém Conduz Igual

Ninguém Conduz Igual

Os oito modos de conduzir uma empresa, e o que acontece quando dois deles se sentam à mesma mesa

Guilherme Saboia e Wagner Freitas·Prumo Partners Edições

Oito jeitos de conduzir uma empresa, a força e a sombra de cada um, e o que muda na mesa quando a briga ganha o nome do modo em vez do rótulo da pessoa.

A pergunta do livro

Beatriz e Wanderley são sócios há quinze anos. Numa sexta-feira à tarde, ficaram uma hora e quarenta na sala de reunião para decidir se abriam uma unidade nova, e saíram sem decidir. No carro, na mesma noite, cada um falou do outro à própria família. Ele disse que ela “trava tudo, sempre foi assim, tem medo de crescer”. Ela disse que ele “atropela, não escuta, acha que entusiasmo paga conta”. É a conversa que trava depois que o assunto chegou à mesa: “Elas falam. Falam bastante. E saem cada uma convencida de que a outra é o problema.”

O que o livro propõe

Trocar a leitura de caráter pela leitura de modo. Quatro perguntas que toda pessoa responde ao conduzir formam quatro eixos de dois polos, e deles saem oito modos, do Timoneiro ao Tecelão. Cada um tem a sua força e a sua sombra, que o livro define como a mesma força na dose errada. O diretor financeiro que livrou a empresa de uma compra ruim é o mesmo que, dois anos depois, travou uma linha nova pequena e reversível.

A Parte II leva os modos à mesa, com os vinte e oito pares e quatro duplas compostas: sócios de uma metalúrgica, pai e filha numa distribuidora, um diretor de fora e o sucessor, dois diretores de uma indústria. O Capítulo 7 conta o que o instrumento se recusa a fazer, a começar pelo fundador que queria saber qual dos três filhos tinha perfil de presidente. A Parte III lê o perfil contra a cadeira e o momento da empresa.

O que o livro faz de melhor

Deixa uma pergunta para a segunda-feira. Antônio, o diretor de fora, e Fábio, o sucessor, corriam em pistas separadas até um fornecedor passar a negociar só com Fábio. A ponte saiu numa tarde de quinta, com um caderno e a pergunta de Antônio: “que informação mínima você precisa de mim para fechar sozinho?” Fábio disse que era a primeira vez que alguém lhe perguntava aquilo. E o livro é franco: o prumoID, o instrumento que ele explica, ainda não tem respostas em volume para medir a própria consistência, e o texto avisa: “Quando esse piloto existir, a casa vai falar em evidência de consistência, e vai dizer o número.”

Para quem é

Para sócios que repetem a mesma briga há anos, para pai e filha que concordam fácil demais e para o executivo de fora que senta à mesa de uma família. Na Jornada do Legado, o livro fica na etapa 3 · Conversa, a da pergunta O que ainda não conversamos?

Veredito

Um livro de método para ler pensando na pessoa de quem você mais discorda. A Conclusão pede pouco: combinar, antes da próxima briga, “uma regra, uma pessoa ou uma data”.

E se o que Beatriz e Wanderley disseram no carro lembrar a sua última volta de uma reunião de sócios, a Prumo terá prazer em conversar.

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