← A estante/Resenha/Estrutura
Capa de O Nó da Madeira

O Nó da Madeira

Uma fábula sobre quem assina pela empresa e o encaixe em volta da mágoa

Guilherme Saboia e Wagner Freitas·Prumo Partners Edições

Dois irmãos herdam a marcenaria do pai e uma tábua que racha sempre no mesmo lugar, e um contrato com prazo mostra que eles nunca combinaram quem assina pela empresa.

A imagem que sustenta o livro

No centro da marcenaria dos Rehder, presa ao cavalete principal desde o tempo do pai, fica uma tábua de pinheiro-do-paraná com um nó escuro no meio da fibra. Ninguém trabalha nela. Toda tentativa de aplainá-la racha a peça no mesmo lugar. Herbert, o pai, dizia: “O nó é onde o galho vivia: a parte mais dura e mais viva da madeira.” Morreu sem explicar o resto da frase. Todas as manhãs, antes do café, Osvaldo, o filho mais velho, passa a mão sobre o nó.

A história

Osvaldo e Renato herdaram a oficina quando o pai morreu de infarto, no meio de uma entrega grande. Osvaldo já vivia no galpão e ficou à frente porque estava mais perto. Doze anos depois, continua decidindo sozinho. Renato, representante comercial, entra e sai como sócio de nome, até chegar com um contrato de exclusividade de uma rede de lojas em três estados. Na porta, conta: “O advogado deles perguntou quem assina pela empresa. Eu não soube responder.”

Dona Suely, a mãe, enche o almoço de domingo de perguntas sobre o tempo para que o silêncio dos filhos não ganhe nome. Emil, o filho de catorze anos de Renato, passa os sábados na oficina abrindo gavetas que ninguém abre. Então o prazo encolhe para dez dias, e Osvaldo, para impressionar a rede, tira a tábua do cavalete e passa a manhã na plaina. À tarde liga para o irmão, e Renato responde: “Talvez o problema nunca tenha sido a tábua.”

O que a fábula faz de melhor

Conta uma briga em voz baixa. Os irmãos discordam “em volume baixo, quase educado”, e cada conversa termina num silêncio comprido. Ninguém é vilão: cada um guarda há doze anos uma razão que o outro nunca ouviu. A oficina está em cena, com o zunido da luz alta às seis e meia, o lápis de carpinteiro e Vanildo e Adair trocando um olhar quando o patrão fala do irmão. A região entra pelos nomes: São Bento do Sul e o Vale, onde Renato vende, e Blumenau, onde ele foi estudar.

Para quem é

Para irmãos que herdaram juntos e nunca combinaram quem decide o quê. Para o sócio que assina sozinho há anos. Para a mãe que costura os domingos. Na Jornada do Legado, a fábula fica na etapa 4 · Estrutura, a dos papéis e das regras, com a pergunta Quais são as regras daqui em diante?

Veredito

Uma fábula curta, para ler de uma sentada e conversar depois com o outro sócio. Fecha com o Guia de Reflexão, os Ditos da Marcenaria e o Glossário Prumo. Um dos ditos cabe na parede de qualquer sociedade: “A urgência escolhe quem está mais perto; a regra escolhe quem tem o direito.”

E se a tábua do meio dos Rehder lembrar a decisão que racha sempre no mesmo lugar na sua casa, a Prumo terá prazer em conversar.

Este livro tocou em algo da sua empresa?

Conte em que ponto a sua empresa está. Começamos por uma conversa.

Conversar pelo WhatsApp →Agendar 25 minutos com o Wagner →Falar com a Prumo →Voltar à Estante
Agendar 25 minFale conosco