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Capa de O Relógio da Praça

O Relógio da Praça

Uma fábula sobre a empresa que cresceu e a hora que ninguém acertou.

Guilherme Saboia e Wagner Freitas·fábula · crescimento · gestão · Prumo Partners Edições

Em Kirchtal, no meio-oeste catarinense, um laticínio de família saiu de uma sala só para dois turnos e continua acertando a hora pela torre da matriz.

A imagem que sustenta o livro

Em Kirchtal, a cidade inteira acerta a hora pela torre da matriz, e o relógio da torre é dos Kofler. A Nota ao leitor diz o que acontece com ele: “O relógio desta história parou. Ninguém notou, porque todos continuavam olhando para o mostrador e lendo a hora que esperavam ver.” O Relógio da Praça leva essa imagem para uma empresa que cresceu e continua lendo a hora de antes.

A história

Werner Kofler passa pela praça todos os dias às seis e vinte da manhã e olha para cima. O avô Josef chegou à colônia com dezessete anos, uma mala de madeira e o ofício de fazer queijo. Hoje o Laticínios Kofler recebe cento e dez mil litros de leite por dia, tem cento e trinta e quatro pessoas em dois turnos e leva o Bergkas a Florianópolis e a Curitiba. Hilde, a irmã, fecha o mês num caderno de oleado e encontra cada centavo: “A conta fecha porque eu fecho.” Tobias, o filho, fez a empresa crescer em degraus que mede em caminhões e resolve cada aperto em pessoa.

Bianca Marchetti chega de Chapecó, casada com Tobias, e no primeiro dia repara no que falta na parede do escritório: um calendário. Perto da janela há uma folha amarela, batida à máquina em 1999, com o horário das badaladas. Werner põe Bianca na expedição para ajudar o Alcides, e ela leva três dias para fazer a primeira pergunta.

O que a fábula faz de melhor

Mostra uma empresa que funciona por causa de gente boa. Hilde sabe de cabeça o preço do leite de cada uma das trezentas e doze famílias, o Alcides sabe onde está cada palete, o Otmar começa a mexer o coalho na sétima badalada sem olhar relógio nenhum. A fábula trata esse talento com respeito e faz a pergunta que Werner faz ao filho: “E se você não estiver aqui?” Kirchtal aparece no dialeto do armazém, no Grüß Gott da plataforma de leite e nos gerânios da sacada.

Para quem é

Para quem conduz a casa há décadas e acerta a hora pelo costume. Para quem chegou depois e viu no primeiro dia o que faltava na parede. Para quem segura a expedição de manhã à noite. A Nota ao leitor pede que o livro seja lido com quem trabalha ao seu lado há mais tempo.

Veredito

Uma fábula sobre crescer, com cheiro de soro e som de badalada, para ler numa tarde ou em duas, com uma pausa no meio. Fecha com os Ditos do Relógio e um glossário. A lição: “Uma empresa que cresceu acerta a hora quando mede onde a gestão está, uma sala de cada vez.” E deixa uma pergunta para a sua casa: por qual relógio a sua empresa acerta a hora hoje?

E se a torre de Kirchtal lembrar a sua própria empresa, a Prumo terá prazer em conversar.

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